Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,

ou metade desse intervalo, porque também há vida...

Sou isso, enfim...

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.

Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.

É um universo barato.

 

 

Álvaro de Campos, in "Poemas"

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publicado por Ventania às 21:21
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4 comentários:
De Princesa a 2 de Dezembro de 2008 às 00:45
Olá!

Nos meus blogs tenho um miminho para ti...

Bjs*
De Ventania a 2 de Dezembro de 2008 às 09:23
Gosto particularmente da profundidade de Álvaro de Campos...
Beijinho
De outraidade a 3 de Dezembro de 2008 às 13:57
Não fugimos a essa controvérsia de sermos produto de nós mesmos e do que os outros nos fizeram. E é bom quando conseguimos encontra-nos nesse universo com o qual nem sempre lidamos pacificamente.
De oteudoceolhar a 4 de Dezembro de 2008 às 12:37
Gosto particularmente da escolha do poema...sinto-o um pouco. Beijo n´oteudoceolhar ***

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