Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Fundo do Baú II

 Foste

eco das vontades amargas

porta de luz sem calma

palavra amiga, ansiosa, ansiada

rede que pesca às escuras

tiro certeiro que ecoa no peito

coragem de ousar dizer talvez

euforia na ausência, que queima

poesia de dois gumes como facas errantes

presença mágica de obra diurna

faísca melosa a querer beijar

sonho de hoje, de antes e sempre


És

promessa de vida, de luz, de ti

conto de fadas enrolado no tempo

momento que foge e que marca a saudade

memórias fechadas na palma da mão

sorrisos imaginados, embrulhados nos meus

poção de ternura que não embriaga

areia na concha da mão que te dei

vento presente que embala a distância


Serás

suspiro pelos beijos que nunca morrem

alvorada recorrente no fundo da alma


SEMPRE, Amor

sinto-me: like cleaning up that chest!
publicado por Ventania às 22:14
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2 comentários:
De Ventania a 22 de Dezembro de 2008 às 08:44
Passado, presente e futuro num só ser...
Bem, tenho de dizer que cheguei ao final deste poema e inspirei profundamente uma agradável brisa que me deixou enternecida e confiante.
Beijinho e Feliz Natal!
De Ventania a 23 de Dezembro de 2008 às 23:37
Tudo na vida é tão, tão relativo... Feliz Natal, cara blogónima. Beijoca.

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