Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Distraída

Na altura, tenho de confessar, caíram dois ou três mitos pelas escadas abaixo. Cliché à parte, pensava realmente que não havia já pessoas assim. Não nego que equacionei até um ou outro beijo escondido, mas apenas nos meandros da imaginação ensonada, que à altura tinha uma venda no coração e correntes de cimento no desejo. A empatia foi natural, permaneceu, que há coisas que o tempo e a distância não conseguem perturbar.

Tem-me vindo a surpreender, de mansinho, como quem pede licença com os nós dos dedos a acordar as vidraças. Singelo. Inesperado. Como um poema a meio da manhã, um mimo, uma delicadeza na abordagem… Doce e honesto, conheço-lhe o passado e os sonhos.

Cabeça de vento, distraída, às vezes esqueço-me de olhar em volta, por ter o olhar fixo na Lua. Outras vezes duvido mesmo da minha própria existência dentro do tornado que fiz minha casa, minha identidade.

Só para que saibas, finalmente reparei que estás aí. Só não sei onde estou eu.

sinto-me: demasiado aérea para meu bem
publicado por Ventania às 23:19
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4 comentários:
De Ouriço a 23 de Dezembro de 2008 às 23:50
Às vezes é assim... de onde menos se espera chega uma surpresa... :)
Feliz Natal!

PS - No meu perfil do blog tens o meu email. Mandas-me o teu? Quero-te enviar um postal de Natal... ;)
De anonimo do costume a 24 de Dezembro de 2008 às 01:08
Vida é assim, por vezes percorremos meio mundo, e o que procuramos está exactamente à nossa porta, sendo que nós tentando procurar além ignoramos o que está mesmo ali.
Aproveita, minha jovem, a vida são 3 dias, e 2 já passaram (no teu caso, é mesmo assim, sem trocadilho). Força, voa, sê feliz ;)
E um bom Natal, que também é da praxe, nesta altura do ano
De Ventania a 24 de Dezembro de 2008 às 10:17
Quem disse que estou à procura de alguma coisa? Agradeço as tuas palavras, porque sei que a intenção é a melhor, mas devolvo-tas, uma por uma, que me parece que te fazem mais falta a ti do que a mim. Por ser natal, num embrulho bonito e com um laço vermelho.
De Artemisa a 26 de Dezembro de 2008 às 15:25
E sabe tão bem quando é assim... Se calhar por ser tão raro!

Um beijo*

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