Domingo, 28 de Junho de 2009

Definições

A Amizade e o Amor partilham paralelismos nas suas (minhas) definições. Uma, como o outro, não me fazem sentido sem reciprocidade. São laços que unem duas pontas, nós mais ou menos intrincados, mais ou menos apertados, mas sempre dependentes da outra parte, que um nó a atar-se a si mesmo, sem ter onde amarrar, passa a ser apenas um grande embróglio de fios, imiscuídos em si mesmos.

 


 

 

Friendship isn’t how you forget, but how you forgive. Not how you listen, but how you understand. Not how you see, but how you feel. Not how you let go, but how you hold on.

 

sinto-me: right here where I belong
música: Placebo - pure morning
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publicado por Ventania às 11:05
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Reencontros

Hoje vai ser um dia de reencontros. Curioso como o acaso os reuniu no mesmo canto do continuum espacio-temporal.

Hoje é dia de retornar a um ponto de onde há muito parti, cheia de pontos de interrogação nos bolsos e vontade de entrar por novas portas. Entrei, era um labirinto, mas não desisti, como nunca desisto de nada do que quero. De volta a este ponto, vejo luz difusa, porém, Luz. Não é escuro o meu futuro, porque jamais o permitirei. Incerto, sim, que bom!

Hoje é também dia de voltar ao local onde o meu coração disparou com um sorriso, à velocidade da luz, e comecei a temer uma profecia antiga, aparentemente irracional. Já mencionei que o perdi, ao coração? A quem o possa encontrar por aí, deixai-o estar, que as mazelas fora do peito talvez doam menos, em falsete. Deixei de preferir a dor aos analgésicos (emocionais, entenda-se)… Sabemos todos que as pessoas não servem para penso-rápido e orgulho-me de ter conseguido resistir a essa apelativa tentação. Melhor assim, menos baixas a registar.

Pensando bem, adensa-se a coincidência… Não era por ali que se encontravam aqueles estranhos personagens, entre insinuações e reticências?

Uns passos à frente, reencontro ainda a esquina em que te senti pela última vez. Estava(s) frio. Hoje, um raio de sol mesmo que chova. Daqui, ainda… tudo.

And last, but surely not least, um reencontro há tanto tempo desejado… Com uma pessoa tão, mas tão importante por estes anos fora. Repito-me: a distância só ilude os olhos. Que bom ter-te de volta, ouvir-te e tornar a pegar em tantas cumplicidades como pegas nas minhas mãos, com ânsias de intimidades revisitadas. Como se nunca tivesses partido.

Hoje vai ser um dia de reencontros.

sinto-me:
publicado por Ventania às 06:06
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Ganda pintarola

é chegar ao trabalho e ter um brigadeiro embrulhado à minha espera.

Andava há dias com vontade dum docinho e, à falta do docinho de figo, the next best thing: chocolate em doses massivas. Mas marmelada com pão-de-ló é capaz de também ser interessante para estimular o palato.

 

digam lá se o meu blogue não anda com um ar apetitoso!

publicado por Ventania às 18:52
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Sopa de letras

Todos os meus amigos me dão bons conselhos. Em última análise, todos me dão o mesmo conselho… Se não os sigo não é por não saber que são bons, os melhores, ponderados e que vêm de quem me conhece e me quer bem. Tenho dificuldade em perceber o que é que realmente quero e como fazer as coisas da melhor maneira, sem me magoar e sem magoar mais ninguém.


A C., que me conhece profundamente e que me adivinha, que esteve lá todos os dias, incessantemente, a amparar cada grito mudo, compreende que o P. me abalou o sistema como nenhum outro homem o poderia alguma vez fazer, compreende que vai ainda muito além da personificação de todos os ideais (até o F. sabia disso). Sabe que as cicatrizes não saram nunca e teme que a minha vida seja pautada por este sentimento, tão avassalador que não se sabe como gerir, que transvasa e perde dimensão nas definições meramente verbais. Compreende que provavelmente poderia gostar tanto do P.C. como gostei do F., a lifetime ago, com todos os significados que isto acarreta. As diferenças são o que entretanto aprendi e cresci, os erros que não voltarei a cometer, são os sonhos que sonhei e os sentimentos que descobri.

O G. é fã do P.C. por todas as razões óbvias: o tipo é perfeito, charmoso, romântico, tem encantos que não acabam e uma rara e apetecível doçura; o G. sente as coisas da mesma maneira que eu e verbaliza até os pensamentos que eu faço por ignorar. E acredita desde o primeiro momento que existe aqui um romance por escrever (ou talvez seja uma canção), apesar de entender que o P., ele próprio, com aquele mau génio e aparente frieza, me fascina simplesmente por ser ele.

A L. sabe que a indefinição de sentimentos é lixada e que as relações não dependem apenas de sentimentos, mas de timings, de memórias, de circunstâncias… Sempre terra-a-terra, chama-me à realidade quando já deixei a imaginação levar-se por um papagaio de papel, com uma pergunta desarma-me e coloca em causa as minhas próprias certezas.

A S. sabe que as paixões nos fazem perder o norte e confia que eu tenha alguma lucidez para não repetir os erros que critico. É o exemplo real de que, quando menos se espera, a bússola emocional toma juízo e os olhos abrem-se para ver o que sempre foi óbvio.

A R. ainda não se inteirou da profundidade da estória, não compreende as atitudes de nenhum dos dois, mas confia no final cor-de-rosa-algodão-doce, com toda a sua candura e justa indignação. Já o M. disponibilizou a sua rede de contactos para arranjar um outro protagonista para este enredo, provavelmente a solução mais simples, fora a vida uma equação.

O C. temeu quando lhe contei o que ia fazer; quando percebeu que não estava a brincar (levo os meus sonhos muito a sério) profetizou uma mudança que afinal foi temporária. Não tem conselho para mim, por se ver reflectido no P. Curiosamente, são diametralmente opostos um do outro em tudo o resto, menos no estoicismo quixotesco que o resto do mundo sabe ser um cómodo escudo para as dores que se arrastam.

A L.C. confirma que há pessoas cuja mera presença nos é nefasta, que o único caminho é em frente; e também sabe que há pessoas que não nos permitem continuar por esse caminho, porque nos amarram para sempre. Será que é o impossível que nos atrai, pelo desafio, pelo lado poético do drama?

A M.B. conhece-me há poucos meses, mas o suficiente para me adivinhar as angústias e diagnosticar que o P. é apenas um tonto a perder tempo, dele e nosso. E tem toda a razão. Não quero seguir estes passos, o meu tempo é demasiado precioso, cada minuto que perco nos lamentos é um minuto a menos da minha rota.

A M. disse-me há dias que sempre achou que o F. não tinha nada a ver comigo. E não tinha mesmo, mas talvez fosse parte do encanto; os opostos (des)equilibram-se? Uma coisa é certa: libertei-me dum fardo de condicionalismos que nunca podiam ser para mim.

A M.M. conhece o P. melhor que eu e bem melhor que a mim. Vê-se arrastada para tumultos emocionais quando só quer estar sossegada e achar a sua felicidade, onde não sabe mas sabe que será longe do P. Acha que devo, mais uma vez, tentar uma abordagem que o obrigue a escutar e a encontrar uma racionalidade no irracional que é gostar de alguém assim, como eu gosto dele. Aconselha-me o mesmo que eu aconselho ao outro vértice do triângulo.

A T. detesta ambos (um por motivos pessoais e o outro porque me faz sofrer). Já sofreu as mesmas dores, lamenta um percurso triste, e congratula-se do momento em que o céu ficou mais claro e a chuva parou.

A C. acha que a chave para conquistar um homem é maltratá-lo, seduzi-lo e ocultar o lado lunar. Por mais que me sinta tentada a atestar que esta teoria resulta, não me consigo colocar nesse papel. Não sei ser quem devo, só sei ser quem sou. E perco tanto por isso…

A F. em poucas frases resume ‘what it’s all about’: o que queremos é ser amadas e só devemos fazer o que achamos que nos faz felizes. Ambas sabemos o que é perder o chão dum dia para outro, sem indícios nem razões. E ambas sabemos que há males que vêm por bem.

 

E eu? O que é que eu acho?... Vou ver se me acho e depois conto.

 
(O elenco é vasto? Eu já tinha avisado que a minha vida dava um filme indiano…)
sinto-me: scrabbled
publicado por Ventania às 10:23
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