Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Come Away With Me - Norah Jones

 

 

Come away with me in the night 

Come away with me 
And I will write you a song 


Come away with me on a bus 
Come away where they can't tempt us 
With their lies 

I want to walk with you 
On a cloudy day 
In fields where the yellow grass grows knee-high 
So won't you try to come 

Come away with me and we'll kiss 
On a mountaintop 
Come away with me 
And I'll never stop loving you 

And I want to wake up with the rain 
Falling on a tin roof 
While I'm safe there in your arms 
So all I ask is for you 
To come away with me in the night 
Come away with me 

publicado por Ventania às 05:05
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Procuro

 

Quem dance comigo no meio da rua.

Quem me beije à chuva.

Quem adivinhe quando preciso dum abraço.

Quem não precise de perguntar porquê.

Quem tenha orgulho em andar de mão dada comigo.

Quem me faça rir.

Quem escute realmente o que digo.

Quem não hesite em voar comigo sem destino.

Quem me faça sentir única e especial.

Quem não me sufoque senão com ternura.

Quem não me traga de volta à realidade quando sonho.

Quem me deseje.

Quem me diga sempre e só e toda a verdade.

Quem me aqueça quando tenho frio.

Quem me faça acreditar.



ou talvez não procure, porque encontrei quando menos procurava.

sinto-me: off
publicado por Ventania às 09:50
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Como chamas àquele dia:


- em que olhas para o espelho e não reconheces quem vês?

- em que recordas quando pensavas ter tudo e percebes que tudo na vida é efémero?

- em que chegas à conclusão que aquele dia em que te faltou o chão era inevitável e foi um dos mais libertadores de sempre?

- em que recordar aquele primeiro beijo no comboio te leva às lágrimas?

- em que davas quase tudo para voltar 3 meses para trás no tempo?

- em que sentes que a tua saúde mental já teve melhores, mas também piores, dias?

- que devia ter sido o mais feliz da tua vida e sentiste apenas solidão?

- em que tiveste incontroláveis ataques de riso?

- em que percebes que a tua dor é idêntica à dor que criticas?

- em que sabes que a vida não é aqui mas daqui não arredas pé?

- em que as boas notícias foram más e as más notícias foram boas?

- em que olhaste nos olhos dum amigo e a dor da saudade se antecipou?

- em que te apeteceu acender o rastilho antes de sacudir a pólvora das mãos?

- em que o frio que sentes vem de dentro para fora?

 

Eu chamo-lhe ‘qualquer dia desta semana’. Ou TPM deslocada.

sinto-me: blue
publicado por Ventania às 21:42
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Disk Cleanup

Hoje fiz limpezas de memória. Das memórias electrónicas de registos que noutra altura me pareceram dignos de recordação e, de caminho, limpei também o disco rígido craniano. Aproveitei para revisitar momentos, dar-lhes um último aceno de despedida. Reparei no quão mimada me tornei. (Mal) habituada a beijos matinais temperados com palavras melosas, a mimos salpicados erraticamente pelos dias. Foram dias felizes, quase todos. Não importa se um dia acabou sem nexo, importa que foi verdade até esse dia. Foi amor, foi paixão também. Era um rio de leito morno e terno, cada abraço transbordava doçura, aquela saudade que doía no peito… E nele naveguei erraticamente, deliciada, feliz. Talvez não tanto pela pessoa que me olhava como pela reciprocidade do olhar.

Recordei com carinho, nostalgia até. Encontrei um recanto de mim que anseia pelo reencontro de dois sorrisos de mãos dadas, sussurros ternos à luz da lua. Romântica, idealista, talvez apenas carente. E sim, penso em ti, que eu (até) gosto de ti.

Talvez seja este o sentimento que hoje não sei assumir: É bom ter um abraço para onde rumar, é bom beijar e ser beijada, é confortante (porém, insuficiente) a companhia, antídoto ideal quando a solidão se torna oca e faz ecoar o silêncio da tua própria vida.

Diz-me, se souberes, se é isto que procuras aqui. Se não souberes vai descobrir e regressa depois, que doutro modo terei que te explicar porque não posso voltar a ser uma construção holográfica de mim própria em enredo de conto de fadas (e convenhamos que assim se perde metade do encanto, materializando em verbos as verdades). Por principesco que sejas, e suspeito que o és, eu sou apenas eu, sem aspirações a ser princesa. Sou quem sou, nada fácil, por sinal (assim reza a lenda); trago comigo bagagem, mágoas e cicatrizes, memórias das que não se consegue apagar; trago comigo descobertas que puseram todo um fantástico mundo a nú e trataram de enxotá-lo para outra galáxia. Pior, trago horizontes amplos, distantes, ambições; Trago certezas do que quero e forças para lutar.

Come what may… Diz ao que vens e o que pretendes de mim. Não te atrevas reclamar passados e futuros, tampouco a alma que deixei escapar-se por aí. Mas serás bem-vindo se vieres por bem. Ousas passar esta porta, sem mapa nem bússola, sem rede de segurança, no turning back?

sinto-me: céptica
publicado por Ventania às 23:55
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Distraída

Na altura, tenho de confessar, caíram dois ou três mitos pelas escadas abaixo. Cliché à parte, pensava realmente que não havia já pessoas assim. Não nego que equacionei até um ou outro beijo escondido, mas apenas nos meandros da imaginação ensonada, que à altura tinha uma venda no coração e correntes de cimento no desejo. A empatia foi natural, permaneceu, que há coisas que o tempo e a distância não conseguem perturbar.

Tem-me vindo a surpreender, de mansinho, como quem pede licença com os nós dos dedos a acordar as vidraças. Singelo. Inesperado. Como um poema a meio da manhã, um mimo, uma delicadeza na abordagem… Doce e honesto, conheço-lhe o passado e os sonhos.

Cabeça de vento, distraída, às vezes esqueço-me de olhar em volta, por ter o olhar fixo na Lua. Outras vezes duvido mesmo da minha própria existência dentro do tornado que fiz minha casa, minha identidade.

Só para que saibas, finalmente reparei que estás aí. Só não sei onde estou eu.

sinto-me: demasiado aérea para meu bem
publicado por Ventania às 23:19
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

René Magritte

 

 

 

 

publicado por Ventania às 00:01
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Gosto tanto. Apetece-me. Sinto falta.

 

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publicado por Ventania às 18:56
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

:)

Hoje foi um dia francamente mau.

Poderia ter sido tão melhor se tivesse lido antes aquele e-mail, que com o poder duma palavra apenas me devolve a vontade de sorrir.

 

Eu também te adoro, sabes?

 

publicado por Ventania às 20:52
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

...

Hoje preciso dum beijo à chuva... Para lavar a alma.

 

tags: , ,
publicado por Ventania às 07:00
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

dores agudas

 

Dói recordar.

Doem as pernas entrelaçadas, os cabelos afagados, os pés ousados.

Doem os beijos que ninguém viu, os sorrisos tão verdadeiros.

Dói o nariz no pescoço, a língua nas orelhas, cada curva arrepiada.

Dói a lágrima derretida que não soube esconder-se.

Doem os dedos entretidos, os pêlos espantados.

Doem as carícias lambidas, os lábios longos e mornos.

Chega a doer o cheiro das flores, o vapor do duche, o abraço nú.

Dói aquela sede, o suor e o prazer.

Dói a palavra que escapou a medo, o brinde enganado, a gargalhada abafada.

Dói andar à deriva, mas também atracar. Dói regressar.

publicado por Ventania às 21:27
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Picasso

Partilhando mais um pouco do que me faz vibrar:

 

The Embrace, 1900 - Pastel on paper

 

Roofs of Barcelona - Barcelona, 1902 - Oil on canvas - 57,8 x 60,3 cm

 

Para quem quiser mais: aqui.

publicado por Ventania às 06:11
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Domingo, 28 de Setembro de 2008

...

Mais vale não te ver, que me pões a pensar demais. Mais vale não ler o que escreves, o que não me escreverás, que me aperta o fôlego num não saber de onde vem esta ridícula ansiedade. Mais vale não sonhar com o sabor dum beijo teu.

sinto-me:
publicado por Ventania às 01:22
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