Terça-feira, 23 de Junho de 2009

I mean it

When no means no;

When forever means forever;

When never again means never again.


Right here, beneath all of the growing pains, nobody hides, nobody is undercover. 


Some call it bad temper. I call it Truth.

publicado por Ventania às 12:57
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

¿Por qué no te callas?

Já chega de me queixar de tudo nos últimos tempos (não, não é só TPM deslocada). Queixo-me do calor lá dentro, do frio e da chuva lá fora, queixo-me do emprego que ainda não mudou e das ofertas de novos empregos, queixo-me se durmo demais ou se não consigo dormir, queixo-me de ter tanto que fazer e de não conseguir fazer nada, queixo-me se ele não liga e das conversas que tem quando liga, queixo-me de estar aqui e do mau jeito que dá sair agora…

Por favor, mandem-me calar! Já nem eu me posso ouvir! Eu não sou assim… Não sei o que me aconteceu, mas tenho saudades de mim e quero-me de volta!

sinto-me: not myself
publicado por Ventania às 16:44
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Identidade

Acredito que as pessoas, na sua essência, não mudam. Querendo, podem limar-se arestas aqui ou ali, acontece a maturidade e as escolhas que se fazem, mas nos alicerces que nos fazem ser quem somos não há volta a dar-lhe. Estes alicerces manifestam-se cedo, fruto do que vamos conseguindo colher do que nos rodeia, aprendizagens, exemplos, fruto das heranças que carregamos, do contexto em que somos despejados. Ser quem somos, como um fardo indissociável da identidade. Nem sempre fácil, mas dos poucos incontornáveis da vivência, mais que da vida, de cada um, por muito que se tente fugir da própria sombra.

sinto-me: like me
publicado por Ventania às 20:42
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

E hoje,

não foi um, foram muitos sorrisos.  Mas sim, continuo a achar que são perigosos.

sinto-me: glad I had my teeth whitened
publicado por Ventania às 20:15
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Hoje,

um sorriso perigoso, que começou aí desse lado. Perigoso porque não sei onde vai acabar.

publicado por Ventania às 21:24
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Fundo do Baú I

Ficar um dia inteiro sem te ver

Ouvir nos recantos das memórias

O açúcar dos céus ocos sem reflexo de ti

publicado por Ventania às 19:49
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Do fundo do coração

 

sinto-me: in Hell
publicado por Ventania às 13:11
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

contra todas as regras

Apetece-me pôr a vida no prego, suspendê-la por uns tempos e ir ali viver outra vida por alguém... Só para fazer uma pausa nesta que é a minha e de que em regra tão pouco me queixo. Pois que se lixem as regras, não sou eu que estou dentro de mim, e hoje queixo-me. Em regra não choro, não grito, não sofro, não perco a calma nem a compostura, em regra relativizo e sei que estou bem, que hei-de estar bem ou pelo menos fazer bem a alguém. Hoje flutuo por uma realidade alternativa em que não me revejo, descuido os travões emocionais e deixo cair quanta chuva me sobra da alma afogada, sufocada.

Em regra arrisco e transbordo de palavras e exponho o que me falha e que não sei, em regra os baldes de água fria surpreendem-me sem a gabardina vestida. E em regra sorrio porque a surpresa me apraz, em regra vejo um raio de sol despontar e logo a energia se me renova desde o âmago mais primitivo do Ser, seca-me as dores e continuo a marcha, decidida, em direcção à rota e não ao destino.

Hoje não é o meu eu que de relance se reflecte em cada janela. Perdi o norte e o mapa e ando em passos tontos de sobe-e-desce que não chegam a lado algum. Sou dúvida incerta até de duvidar, sem suporte nem amparo, sem rede mas também sem risco. Flutuo em paralelos que não me tocam, passo incólume ao tempo e ao girar do mundo, vou existindo, adiando o desmaio que espreita pelas brechas de cansaço. Não ser eu também cansa.

Quebrada, partida, exausta, vazia, cinzenta. Reservo-me o direito de estar nesse canto poeirento e escuro que passo o resto do tempo a evitar. Quedei-me por aqui e não trouxe vontade (que a força sempre encontro) de me desencostar.

 

 

Ai de quem vier sem (a)braços para voar, sem coragem para amar!

sinto-me: not myself
publicado por Ventania às 22:07
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

falta de ousadia

Os homens não são todos iguais. (Nem as mulheres, for that matter.) Mas lá haverá uns traços comuns no cromossoma Y (o da perninha a menos), aos quais poucos escapam, por motivos que agora não interessam nada. Porque o que interessa agora é o que me chateia, que é aquela tónica comum ao Machus ignorantus, que hoje podemos chamar de falta de ousadia. Vejamos: (quem se identificar ou a alguém que conheça ponha o dedo no ar! Ou, vá, no teclado. É aproveitar que hoje o consultório sentimental é grátis.)

- ele há o gajo que tem medo da mudança, seja ela qual for: casar, juntar trapinhos, comprar casa, procriar, divorciar-se, assumir os filhos que tem com a amante perante a família… Tudo o que implique definir as situações “preto no branco” dá-lhe arrepios, pelo que quando chega a hora H baza da praia sem mais nem ontem, finge que não é nada com ele e vai ali comprar tabaco… Ou seja, no tiene cojones para o que faz falta.

- ele há o engatatão que é podre de bom e as gajas, não resistindo ao seu sorrisinho de galã, sentem os joelhos a tremer e desfalecem nos seus braços. Este tipo não concebe a ideia de estar sozinho e um dia sai-lhe a sorte grande: o engatatão encontra uma semelhante do género oposto que lhe leva a melhor. E leva a melhor porque o facto é que as mulheres são matreiras, frias e calculistas (criaturas horrendas, na verdade e, não sendo todas farinha do mesmo saco, as excepções confirmam a regra). Quando dá por si, já o Don Juan está a trabalhar para sustentar uma qualquer badalhoca e os seus filhos (de outros pais, naturalmente, mas se ele tiver guito suficiente, a gaja embucha dele também, que há que garantir a herança).

- ele há também o outro engatatão, mais low profile, que é sensível, intelectual e modesto, mas depois do primeiro desgosto/par de cornos/grande tampa, chora baba e ranho, diz que nunca mais se vai dar a ninguém porque, coitadinho, sofreu tanto nas mãos daquela megera, e começa a utilizar esse argumento simultaneamente, como chamariz de novas vítimas (que as mulheres adoram um bom dramalhão e homens profundos e problemáticos) e como pretexto para o rol de flirts ir aumentando sem nunca se prender a ninguém. O que é isto, para além dum oportunismo frio? Falta de ousadia: “aiai que pode cair”, “aiai que pode doer”… Quem não arrisca não petisca, pá!

- depois temos os príncipes encantados, loiros e de olhos azuis (para quem aprecie o género, que não é o meu caso), super-queridos, românticos, estáveis, dos que oferecem flores e cozinham jantares à luz das velas, galanteiam, tocam piano (e saxofone e guitarra, já agora), galateiam mais, insinuam, mais um arrastar de asa achocolatado, galanteiam mais um pouco, e demoram taaanto tempo a manifestar claramente os seus sentimentos que uma gaja aborrece-se de esperar, começa a ter dúvidas se afinal o tipo está interessado ou armado em parvo, e entretanto “já foi”. Caramelos sem noção do timing: ou ‘coiso’ ou sai de cima, não?!

- Ele há o ‘melhor amigo’, criatura sempre dedicada, em quem se confia a vida e tudo o mais, o que ama platonicamente (muitas vezes em segredo) e sofre porque ela gosta de outro; ela confia no amigo para todos os desabafos, usa e abusa do ombro dele. Este protótipo de macho consegue esperar anos a fio, não arreda pé, está lá em cada momento mau, em cada lágrima, afaga-lhe o ego, dá apoio e cola os pedaços de coração partido com fita-cola, se for preciso. Mas não tem tomates para agarrar a gaja pela cintura e lhe dizer que está desesperadamente apaixonado, que assim não consegue viver e que ou ela lhe dá uma oportunidade ou ele vai fazer uma desintoxicação amorosa para outro canto do hemisfério e nunca mais a quer ver. Há que fazê-la optar, porque se a deixarem ela vai querer o melhor dos dois mundos e toda a gente sabe que não se pode ter tudo (pelo menos para sempre): o foleirão* que a trata mal mas lhe dá calores e o amigo que suprime as carências emocionais do anterior.

- last, but not least, temos os anormais traumatizados com o passado, que se acham o máximo, profundos e intrincados, mas são no fundo obsessivos e psicóticos. Noutras palavras, uns colas. Alguém faz o favor de lhes explicar que não é por baterem muitas vezes na mesma tecla que ela vai soar de forma diferente? “Desgruda, meu!” Não resultou no inverno da mesma forma que não vai resultar no verão. Ela escorraça-o da melhor maneira que sabe (insultos, pontapés, indiferença…) porque até quer que ele seja feliz. O tanso perde o tempo dele a sufocar a moça e a humilhar-se, em vez de viver a vida e reparar que a rapariga do lado, por acaso, até seria perfeita para ele. A isto chamo eu falta de sensatez para lidar com as perdas e aprender com os erros. Talvez porque seja confortável e tão mais fácil andar para trás e para a frente no único caminho que se conhece em vez de se fazer à Vida e ousar desbravar terreno inóspito, arriscar novas rotas.

 

Adenda a pedido de leitor que facilmente poderia encaixar-se em duas ou três das categorias acima descritas, em simultâneo:

- o parvalhão é único e irrepetível; é o tipo que tem personalidades múltiplas (consoante o continente em que se encontra), é preconceituoso, descarado, atrevido, capaz da maior sucessão de atitudes infelizes de que há memória, insensível, acha que é enigmático (mas no fundo é um livro aberto) e especial e acredita que o gelo não derrete; tem sotaque saloio, bate na mulher... Um docinho (de figo), portanto.

 

 

A parca idade e experiência nestas coisas das relações inter-sexo podem ter causado lacunas gravíssimas ou erros profundos nesta análise feita em cima do joelho (literalmente). Apesar de eu ter sempre razão, advirto que será pouco saudável alguma vez tomar alguma das minhas palavras como verdade absoluta. É, contudo, a minha verdade e quem discordar é livre de se manifestar (desde que não atirando ovos podres… que esses podem fazer falta para atirar aos ministros).

 

 

 

 

 

*este foleirão pode ser qualquer um elemento das restantes ‘categorias’

 

 

sinto-me: pissed off at huMEN kind
publicado por Ventania às 20:39
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Para variar, Eu!

Hoje perguntaram-me quem é a pessoa de quem mais gosto. Respondo, seguríssima: "de mim própria". Nem sempre parece que é assim, mas é verdade.

sinto-me:
publicado por Ventania às 22:52
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

!!!

E quando um dia perceberes que esse pensamento já tinha sido pensado sem nunca as vossas existências se terem tocado? Quando comparares lado a lado ambições, ideais e pragmatismos? Quando medires intensidades e coincidências? Insistirás em perseguir um futuro que definhou num passado distante? E se em vez de teimares em suspiros do que poderia ter sido te fizeres à VIDA e agarrares com fome voraz o que ela tem para te oferecer?

Trust me on this one: a vida é aqui e agora!

 

 

publicado por Ventania às 21:53
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Domingo, 1 de Maio de 2005

Surpresa!

Quis a minha agenda social, com picos muito altos e vales de marasmo profundo, em alternância pouco homogénea, que ontem tentasse fazer caber "o Rossio na Rua da Betesga", que é como quem diz, em 16 horas úteis conseguir produzir reflexões originais para botar na caixinha das filosofias (isto ontem, como hoje, excepcionalmente, é trabalho), atravessar o Tejo sobre 4 rodas, ir ver um filme de piratas, comer qualquer coisa, rumar aos subúrbios para testemunhar jovens talentos teatrais incipientes, enveredar pelos antros de consumo que normalmente abomino e tomar muitas decisões (com o propósito único de encontrar o presente perfeito para o Dia da Mãe - eu sei, eu sei...), voltar a atravessar o Tejo e encontrar-me com amigos que festejam um ano desde o último festejo similar. Exacto, é demasiado, até mesmo (e sobretudo) para caber tudo numa só frase. Claro que não consegui. O trânsito nunca colabora nos dias mais preenchidos, o filme já tinha começado, o tempo encolhe e... não deu. Cumpri parte dos planos que tinha, o que já foi bastante positivo.
Mas não era nada destas angústias, que só o são porque há dias que bem podiam ter 50 horas (só para não ser 48), que queria falar/escrever.A bem da verdade, quero dizer ao mundo que ontem fui surpreendida. Quero dizer ao mundo que recuperei um pouco a fé na natureza humana, essa mesma que perco um pouco todos os dias. E nem sequer foi preciso nenhum acto heróico de abnegação extraordinária, de altruísmo comovente. Muito mais simples. (As melhores coisas da vida são as mais simples, não é?) Decidi jantar num sítio diferente. Pasmem-se as almas, era fast food e foi absolutamente excelente, sob todos os aspectos. Mesmo, genuinamente, excelente. A comida diferente (grega, por sinal), de temperos aromáticos e sãos, regada com uma simpatia transbordante, um inequívoco bem-querer, um cuidado incomum no trato. A gentileza tomou forma de pessoa num corpo masculino de meia idade, de tez dourada (origem grega, estou a supor) e cabelos grisalhos. É tão raro nestes dias ter um atendimento ao balcão que nos faz sentir gente. Ali fomos tratados como velhos amigos, sem nunca antes nos termos visto.
Como não posso mandar nos destinos dos homens (e sou arrogante o suficiente para achar que gostaria de ter esse poder), não posso enviar este senhor directamente para o reino dos puros de coração magnânime, o Céu para quem for de catolicismos, nem vou detalhar as pequenas surpresas deliciosas para a alma com que me presenteou, não vão todos quantos lêem este blog (e serão, praí, uns 2...) esperar do simpaticíssimo grego tratamento similar. Mas o que posso fazer é partilhar a experiência, recomendá-la a quem mo permita. Pois cá está a rota: Saldanha Residence (Lisboa), descer as escadas e logo atrás do piano: ARIES. Vale a pena.



O vento anda, corre e voa!

publicado por Ventania às 19:27
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